Nina, a Lontrinha Fujona

Mostra que o banho não apaga a brincadeira: ele ajuda o corpo a ficar limpo, leve e pronto para descansar.

Ilustração principal de Nina, a Lontrinha Fujona

Sobre esta história para dormir

Nina, a Lontrinha Fujona é uma história infantil para dormir indicada para crianças a partir de 3 anos, com foco em banho, rotina e higiene. O conto foi pensado para uma leitura calma, com mensagem acolhedora e ritmo bom para o fim do dia.

Nina era uma lontrinha pequena, de pelo macio e olhos muito vivos, que morava perto de um riacho calmo.

Durante o dia, ela amava brincar. Pulava em poças, rolava na grama molhada, passava por baixo das folhas e voltava para casa com o corpo cheio de sinais de aventura.

Tinha barro na patinha.

Tinha folha grudada na barriga.

Tinha um risquinho de terra bem na ponta do nariz.

Nina achava tudo aquilo lindo. Para ela, cada manchinha contava uma parte do dia. A folha era da corrida perto da árvore. O barro era do salto na poça grande. A terra no nariz era de quando ela tentou cheirar uma flor muito pequena.

Só que, quando a noite começava a chegar, vinha sempre a mesma palavra:

— Banho.

Nina virava lontrinha fujona na mesma hora.

Uma vez se escondeu atrás do cesto de toalhas. Outra vez entrou debaixo da almofada. Teve um dia em que ficou tão quietinha dentro de uma caixa que parecia até um par de olhos brilhando no escuro.

Ela não fugia porque odiava água. Nina gostava de água. O problema era outro.

Ela achava que o banho levava embora a brincadeira.

Naquela noite, depois de um dia cheio de poças, a água morna já esperava na banheira. O banheiro estava tranquilo, com uma luz amarela e cheirinho de sabonete suave.

Nina tentou fugir de novo, mas parou na porta. Estava cansada. O pelo pesava um pouquinho. As patinhas pediam descanso.

A mamãe lontra percebeu e não brigou. Só colocou uma toalha macia perto da banheira e falou baixinho:

— O banho não leva o dia embora. Só ajuda o corpo a descansar.

Nina entrou devagar, primeiro com uma patinha, depois com a outra. A água fez um barulhinho pequeno, como se dissesse boa noite.

Logo apareceram bolhas. Uma bolha redonda subiu perto do focinho de Nina e brilhou com a cor do riacho. Outra pareceu guardar a folha que tinha grudado em sua barriga. Uma terceira tremeu de leve, lembrando a poça grande onde ela tinha pulado.

Nina abriu um sorriso.

As lembranças não estavam indo embora. Estavam ficando quentinhas por dentro.

A sujeira saía, mas a corrida continuava na memória. O barro descia pela água, mas o salto na poça ainda fazia Nina rir. A folha não estava mais grudada nela, mas a aventura continuava guardada no coração.

Aos poucos, o corpo da lontrinha foi ficando leve. As patinhas relaxaram. O nariz ficou cheiroso. O pelo, antes todo bagunçado, ficou macio como noite calma.

Quando saiu do banho, Nina foi enrolada na toalha como se fosse um bolinho quente. Ela bocejou tão grande que quase esqueceu de fechar a boca.

Na cama, ainda pensou na poça, na folha e na flor pequena.

Mas agora tudo parecia distante e gostoso, como um sonho começando.

Nina fechou os olhos e entendeu que o banho não apagava a brincadeira.

Ele só dizia ao corpo que agora podia descansar.

Perguntas frequentes

Para qual idade é indicada?

Esta história é indicada para crianças a partir de 3 anos.

É uma boa história para dormir?

Sim. O texto foi escrito com ritmo calmo, conflitos leves e fechamento acolhedor para a rotina do sono.