Gary e a Escadinha dos Números

Ensina a contar de 1 a 5 mostrando que aprender fica mais fácil quando vamos um passo de cada vez.

Ilustração principal de Gary e a Escadinha dos Números

Era uma vez um caracol chamado Gary.

Gary era pequeno, tinha uma conchinha redonda nas costas e gostava de andar bem devagar pela horta. Ele reparava em tudo: no cheiro da terra molhada, nas folhas novas e nas gotinhas de orvalho que brilhavam de manhã.

Um dia, Gary viu uma gotinha diferente no alto de uma folha. Ela brilhava tanto que parecia uma estrelinha descansando.

— Quero chegar lá — disse Gary.

Só que a folha era alta, e Gary era bem pequenininho.

Ele tentou subir de uma vez, mas escorregou na terra macia. Tentou de novo, fez força com a barriguinha e parou cansado.

Foi então que viu uma escadinha feita de pedrinhas coloridas.

A primeira pedrinha era vermelha.

Gary colocou o corpinho nela e disse:

— Um.

Subiu um pouquinho.

A segunda pedrinha era azul.

Gary respirou, sorriu e disse:

— Dois.

Subiu mais um pouquinho.

Perto dali, uma joaninha chamada Bia olhava curiosa.

— Você vai chegar até lá? — perguntou ela.

— Vou sim — respondeu Gary. — Mas só uma pedrinha por vez.

A terceira pedrinha era amarela, redonda como um botão.

Gary encostou nela com cuidado e contou:

— Três.

Agora a folha parecia menos distante.

A quarta pedrinha era verde, quase da cor da horta. Gary achou engraçado, porque quase não conseguia ver onde ela começava.

Bia apontou com a patinha.

— Está bem ali!

Gary riu baixinho.

— Quatro.

Subiu mais um passo.

Faltava só uma pedrinha. A quinta era lilás e ficava bem pertinho da folha.

Gary olhou para baixo. Tinha subido tudo aquilo sem correr, sem pular e sem desistir.

Então encostou na última pedrinha e contou bem feliz:

— Cinco.

Quando chegou ao alto, a gotinha de orvalho balançou de leve. Dentro dela, Gary viu o céu, a horta e até sua própria conchinha brilhando.

— Eu consegui — disse ele.

Bia bateu palminhas.

— Você contou e subiu!

Gary sorriu. Antes, a folha parecia longe demais. Mas, quando contou um número de cada vez, o caminho ficou mais fácil.

Na volta, Gary desceu devagar, repetindo baixinho:

— Cinco, quatro, três, dois, um.

Quando chegou ao chão, a horta parecia a mesma. Mas Gary se sentia diferente.

Ele tinha descoberto que os números podiam ajudar o caminho a ficar menor.

Desde aquele dia, sempre que encontrava uma tarefa grande, Gary respirava, olhava com calma e começava pelo primeiro passo.

Um.

Depois vinha o dois.

Depois o três.

E, quando percebia, já estava quase chegando.

Porque aprender não precisa ter pressa. Pode ser devagarinho, como Gary, um número de cada vez.